domingo, 12 de outubro de 2014
QUEM PENSAS QUE SOU?
QUEM PENSAS QUE SOU?
(aos jovens "sem" pai/mãe)
Quem pensas que sou?
Talvez parte de ti,
talvez uma parte que não voou,
talvez… uma parte que nunca vi?
Quem pensas que sou?
Um jogo libertino?
Um copo que faltou?
A cólera que abomino?
Jogas o meu destino
com toda a leviandade,
sabes, o amor não é divino
nem se perde com a idade.
Gostaria que entendesses
a dimensão que, penso, tenho
gostaria mesmo que te sentisses
na dor imensa que contenho.
Não sou algo, ela ou ele
- sou o rebento que não vês,
nem a vingança que te está na pele
nem a sua imensa mesquinhez
Quem pensas que sou
para, oculto, me ignorares?
Quem pensas que vou
acusar até que pares?
A culpa é dela, julgas tu
através de olhos que não vês,
moras num mundo quase cru
de afectos em que não crês
Quem pensas que sou?
Custa-me crescer, em dor
é por este caminho que vou
só, frio, vago e sem amor.
FLG
2014.10.04
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